Estas estátuas encontram-se por todo o noroeste peninsular, e simbolizam um guerreiro. Alguns autores atribuem a sua construção ao séc. I d.c. No entanto, outros arqueólogos como Thomas Schattner, consideram tratar-se de esculturas bem mais antigas.
Um dos argumentos que apontam para a época pré-romana, é o facto de algumas estátuas aparecerem com uma perna ligeiramente flectida, que à boa maneira greco-romana, indicam movimento. Pode portanto pensar-se numa evolução da técnica, com a chegada dos romanos.
Outro aspecto pouco referido pela maioria dos autores, é a profusa decoração existente nalguns exemplares. Encontram-se motivos geométricos em forma de “tartan”, ondas, trísceles e outras decorações, que nos sugerem a utilização de cores no tecido. A análise feita a algumas peças de teares pré-romanos sugerem a possibilidade de um grafismo semelhante ao tartan, que de resto não é nada de extraordinário, tratando-se de um hábito indo-europeu.
Com a excepção de uma tosca cabeça de granito identificada por Adriano Vasco Rodrigues perto da Guarda, todas as estátuas se localizam a norte do rio Douro.
Um dos mistérios da Cultura Galaica é a descoberta de quatro estátuas de guerreiro, montando guarda ao castro de Lesenho, em Boticas no ano de 1785. Em 1910 este espólio arqueológico foi classificado como Monumento Nacional e levado para Lisboa, sendo-lhes colocado o rótulo de “guerreiro lusitano”.



Eis um artigo e tema bem interessante e que deveria ser aprofundado…
Que datações concretas são reconhecidas para as diferentes estátuas?
Tratar-se ia de homenagens a guerreiros individuais, chefes de tribos ou clans específicos, ou tratar-se-ia de uma evocação gera,l ou mesmo sobretudo com certos interesses ou funcionalidades que hoje nos escapam?
Amigos, pude ver no site do museu nacional e as estátuas aparecem com a designação calaico-lusitano, enfim um pequeno passo para a humanidade mas ainda incorrecto. Nada tem a ver com Lusitanos. Penso que é dramático para os “lusitanistas” não terem práticamente nada para mostrar do “passado lusitano” e por isso decidem optar pela mentira e falsidade.